Organizações de Produtores de Sanidade Animal envia carta ao ministro da Agricultura devido à Lingua Azul

Escrito por em 16/07/2026

O Agrupamento de Uniões de OPSA – Organizações de Produtores para a Sanidade Animal, que a ACOS integra enquanto membro da União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo, enviou uma carta ao Ministro da Agricultura e Mar sobre os apoios relacionados com os surtos de Língua Azul ocorridos em 2025, que deixaram produtores de fora das ajudas.

Segundo avançou a Acos – Associação de Agricultores do Sul, o documento assinala “como positivo o Diploma que abre espaço a apoios referentes aos prejuízos provocados pela Doença da Língua Azul (Portaria nº 227/2026/1, de 20 de maio), apesar de os considerarem “insuficientes face aos prejuízos reais”, mas reclamam também a integração de produtores que ficaram de fora por razões que lhes são alheias, designadamente, administrativas, de rutura do stock de vacinas e de não serem elegíveis num segundo foco da doença em ano diferente.

Segundo a ACOS, os subscritores da carta argumentam que “a distribuição de vacinas através do Agrupamento de Uniões de OPSA (…) iniciou-se apenas a 12 de junho, o que configura um início tardio da campanha de vacinação”.

Além deste atraso, os representantes das organizações de produtores para a sanidade animal, salientam que as quantidades de vacinas inicialmente disponibilizadas e as ruturas de stocks atrasaram o processo que, no caso da vacina contra o serotipo 8, configurou sempre “uma cadência inferior às necessidades e, sobretudo, desfasada temporalmente daquilo que era necessário”.

E esclarecem que “o facto de as OPSA terem começado os programas sanitários com três ou mais meses de atraso, em consequência da demora da autorização dos contratos para a realização das análises laboratoriais, provocou uma dificuldade acrescida em calendarizar as vacinações contra a Língua Azul na altura adequada, o que, conjugado com a falta de disponibilidade de vacinas, provocou atrasos nas vacinações ou mesmo a impossibilidade de serem feitas”.

De acordo com a ACOS, os representantes das OPSA reclamam que sejam elegíveis nos apoios os produtores “que só puderam vacinar os seus efetivos depois da ocorrência do foco, devido a algumas das razões expostas (…)”.

A missiva pede ainda que sejam ainda elegíveis nas ajudas os produtores que tenham sido afetados por focos diferentes em anos distintos, justificando “conhecimento de várias explorações com mortalidade e morbilidade significativas nos dois surtos consecutivos, apesar de terem vacinado, nomeadamente contra o serotipo 3.


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