Deputado António Carneiro questiona escolha de Tancos para escola de pilotos
Escrito por MarcoAbundancia em 16/10/2026
O deputado do CHEGA eleito pelo distrito de Beja questionou a escolha de Tancos, para acolher uma escola de pilotos, na sequência da anunciada privatização da TAP:
Em comunicado, António Carneiro diz haver “decisões políticas difíceis de compreender”, e decisões “que são verdadeiras afrontas a regiões que há demasiado tempo esperam por oportunidades de desenvolvimento”.
Segundo António Carneiro, a escolha de Tancos para instalar uma escola de pilotos, num investimento anunciado de 500 milhões de euros, “é uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito de Beja”, dizendo não estar contra Tancos, mas “contra o esquecimento sistemático do Baixo Alentejo”, e questiona “ porquê Tancos e não Beja?”.
O parlamentar aponta um conjunto de motivos para a escolha de Beja, pelo facto de dispor de um aeroporto operacional, preparado para receber operações civis e militares, condições meteorológicas favoráveis, extensas áreas disponíveis e condições de espaço aéreo que constituem vantagens importantes para a formação aeronáutica, décadas de experiência na formação e treino de pilotos militares, bem como a instalação de empresas do setor aeronáutico, como a MESA, ligada ao grupo Hi Fly.
António Carneiro questiona ainda, “que avaliação técnica demonstrou que Tancos é uma solução melhor do que Beja?”.
Para o parlamentar chegano, “o Baixo Alentejo não pode continuar a ser lembrado apenas nos discursos sobre desertificação, envelhecimento e falta de oportunidades”, e sublinha que “uma escola desta dimensão poderia dinamizar não apenas Beja, mas também Alvito, Cuba, Castro Verde, Ferreira do Alentejo e outros concelhos da região”.
O deputado do CHEGA eleito pelo distrito de Beja, aponta a Luis Montenegro dizendo que, “o Baixo Alentejo não precisa de promessas repetidas. Precisa de decisões, investimento e respeito! O Aeroporto de Beja não pode continuar a ser uma infraestrutura com enorme potencial, mas sem uma estratégia nacional suficientemente ambiciosa para a aproveitar”.