CIMBAL critica escolha de Tancos para escola de pilotos depois da privatização da TAP
Escrito por MarcoAbundancia em 16/10/2026
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) manifesta publicamente o seu “desagrado e oposição” à decisão do Governo, que aponta para a instalação de uma escola de pilotos no aeródromo de Tancos, no distrito de Santarém, num investimento global estimado em 500 milhões de euros.
A medida enquadra-se no processo de privatização da TAP, que passará a ter 49,9% do capital na posse da companhia alemã Lufthansa.
Segundo a CIMBAL em comunicado, para os Municípios do distrito de Beja, “a opção do Governo configura mais uma forte desconsideração pelo Baixo Alentejo e, evidentemente, mais um contributo para desvalorizar estrategicamente e de forma clara o aeroporto de Beja”.
A CIMBAL sublinha que comparativamente com Tancos, “as vantagens de Beja são óbvias, mas nem isso mobilizou o Governo para apostar na região”.
A CIMBAL refere que, “Tancos é um aeródromo exclusivamente militar, enquanto Beja conjuga utilização militar e civil. Além disso, o aeródromo de Tancos necessita de requalificação e adaptação para novos usos, incluindo a utilização civil, enquanto Beja tem um aeroporto estruturado e em operação, que não carece de investimento”.
Os municípios sublinham ainda que, “desde a presença de tropas alemãs na Base Aérea, Beja tem experiência histórica de formação e treino de pilotos militares e o aeroporto pode ser utilizado, não apenas para manutenção e estacionamento de aeronaves, mas também para treino operacional de voos de formação para novos pilotos de aviação comercial, o que já sucedeu em vários momentos”.
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo frisa que, “apesar desta inequívoca realidade no aeroporto de Beja, que é uma base operacional consolidada, infraestruturada e que pode ser aproveitada com caráter imediato, o Governo escolhe uma estratégia alternativa e, mais uma vez, volta a deixar o Baixo Alentejo para trás”.
Para a CIMBAL,“este momento de privatização parcial da TAP era uma extraordinária oportunidade para valorizar estrategicamente o aeroporto de Beja, a capital do Baixo Alentejo e toda a região, Erradamente, essa não foi a opção do Governo”.