Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo denuncia novas avarias e critica Luís Montenegro
Escrito por MarcoAbundancia em 06/05/2026
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo acusa o Primeiro-Ministro, Luis Montenegro, de “minimizar a justa indignação das populações dos concelhos (mal) servidos pela Linha do Alentejo, prometendo que três das novas automotoras “Stadler2700” que o fabricante já começou a entregar à CP,serão destinadas às ligações Beja-Lisboa-Beja”.
Recorde-se que Luís Montenegro prometeu que a primeira unidade entrará ao serviço em Janeiro de 2027,a segunda no mês de fevereiro, e a terceira em março.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo, sublinha que quem viaja no troço Casa Branca-Beja, precisa de uma solução para ontem, uma vez que “não passa um único dia sem que ocorra um incidente qualquer com as vetustas automotoras”.
A Comissão relata uma nova avaria ocorrida ontem, na única locomotiva a operar entre Beja e Casa Branca, a ser necessário recorrer a transporte de autocarro, e após 1h38m de espera, o comboio de Évora que aguardava em Casa Branca, parte sem levar os passageiros de Beja.
Também ontem, segundo a Comissão de Utentes, a automotora que saiu de Beja às10h45, esteve literalmente no meio do montado, a 5 kms de Casa Branca pela linha férrea, com os passageiros a aguardarem a protecção civil para serem retirados.
Para além de todos os constrangimentos, havia nomeadamente pessoas que aguardavam há 1 ano uma consulta no hospital em Lisboa e a quem ninguém conseguiu dar uma alternativa em tempo útil.
As explicações são de Carlos Reforço, da Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo, que fala em “incidentes e constrangimentos diários” e teme que as pessoas desistam do serviço ferroviário.
A Comissão de Utentes refere ainda em comunicado que, sobre a electrificação e a reabilitação da linha ficou a saber, pela voz do Secretário de Estado das Infraestruturas, que os trabalhos deverão estar terminados em 2032, não tendo sido explicado qual a data prevista para o início das obras e se estas obrigam, ou não, à interrupção da via, com o consequente recurso ao modo rodoviário, apontando como “indispensável” a construção de uma variante que possa servir fins civis o Aeroporto de Beja.
Também o troço Beja-Funcheira deve ser eletrificado e recuperado, por forma a permitir a ligação direta ao Algarve para comboios de passageiros e de mercadorias podendo, para além disso, servir como trajeto alternativo em caso de constrangimento na Linha do Sul.
As explicações são de Carlos Reforço, da Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo que sublinha a importância da eletrificação da linha.