PCP de Serpa contesta privatização da Santa Casa da Misericórdia
Escrito por MarcoAbundancia em 31/07/2026
A Santa Casa de Serpa não pode ser entregue ao negócio privado.
A afirmação é da concelhia de Serpa do PCP, que em comunicado, afirma que “é preciso defender os trabalhadores, o Hospital e o futuro do concelho”.
Segundo o PCP de Serpa, o “ erro começou quando foi retirada ao Serviço Nacional de Saúde a gestão do Hospital de São Paulo para a entregar a uma instituição sem experiência na administração hospitalar”.
Segundo a concelhia comunista “o fracasso deste modelo exigia uma única resposta: a devolução imediata do Hospital e do bloco operatório ao Serviço Nacional de Saúde. Mas o Governo preferiu persistir no erro, continuando a investir milhões de euros em infraestruturas sem corrigir o problema de fundo”. Segundo o PCP, a “rejeição em Assembleia Geral confirma que o caminho iniciado com a retirada do Hospital de São Paulo do Serviço Nacional de Saúde falhou” e a realidade “demonstra que a solução não está na entrega da gestão a privados, mas na integração do Hospital na rede pública de cuidados de saúde”.
Para o PCP, “também a postura da Câmara Municipal de Serpa merece crítica”, acusando esta de limitar-se a reconhecer problemas de gestão, promover sucessivas reuniões e declarações de preocupação que não produziram qualquer resultado concreto para defender os trabalhadores, a instituição ou os interesses da população.
Segundo a concelhia do PCP de Serpa, “o que está em causa não é apenas o futuro da Santa Casa da Misericórdia e dos trabalhadores desta instituição(…) está em causa o direito à saúde e a defesa do Serviço Nacional de Saúde”.
“Se a privatização do Hospital de Serpa não for travada a saúde em Serpa passará a ser um negócio e um “bem” só acessível a muito poucos, os cuidados de saúde públicos, universais e de qualidade deixarão de existir e os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores da Santa Casa serão seriamente ameaçados” refere a estrutura comunista.
O PCP reitera que o “Governo deve assumir as suas responsabilidades, integrar definitivamente o Hospital de São Paulo e o bloco operatório no Serviço Nacional de Saúde e permitir que a Santa Casa da Misericórdia se concentre na sua verdadeira missão social”.
