LIVRE defende que expansão das Minas de Aljustrel não deve esquecer a ferrovia e o ambiente
Escrito por MarcoAbundancia em 13/08/2026
O Núcleo Interdistrital do LIVRE “saúda o potencial socioeconómico do projeto da nova mina do Gavião, promovido pela ALMINA em Aljustrel”.
Em comunicado enviado à nossa redação, o LIVRE refere que “a exploração deste jazigo e a criação de cerca de 150 novos postos de trabalho diretos e indiretos são vitais para combater a desertificação demográfica no Baixo Alentejo”, mas “alerta que a transição verde exige um planeamento logístico robusto por parte do Estado e uma clareza económica inquestionável”.
O núcleo interdistrital do LIVRE considera que, “o escoamento anual de 1,5 milhões de toneladas de minério não deve ficar refém de um regime de exclusividade rodoviária” e aponta como “prioridade” a ferrovia, “devendo o Estado liderar a reativação do Ramal Ferroviário de Aljustrel”.
O LIVRE “vê com bons olhos a intenção manifestada pela ALMINA de transitar para uma frota de camiões 100% elétricos, mas deixa o alerta: os documentos oficiais submetidos a avaliação assumem ainda que os equipamentos pesados de carga e transporte operarão a gasóleo”, devendo a a eletrificação da frota “passar de intenção a compromisso, tornando-se uma obrigação vinculativa para o projeto”.
No capitulo da gestão de recursos públicos, o LIVRE defende o “aumento das contrapartidas (royalties) pagas ao Estado e um reforço significativo das verbas transferidas diretamente para a autarquia”.
O LIVRE apela ainda a “uma maior transparência no modelo do contrato” e indica que, o Estado deve “adotar formalmente regras internacionais de transparência para a indústria extrativa, garantindo um escrutínio cívico claro de todos os dividendos”.
O núcleo interdistrital do LIVRE aponta por último, a “prioridade” na preservação dos ecossistemas e da saúde pública, com a garantia de “total segurança no armazenamento das águas industriais, acautelando qualquer risco de escorrências ácidas e de contaminação dos aquíferos locais”.
O LIVRE alerta ainda, em termos florestais, “para a necessidade de uma fiscalização rigorosa sobre a execução do plano de compensação, que prevê a plantação de 3600 sobreiros e azinheiras”.
O LIVRE diz também ser “premente garantir uma resposta institucional às justas preocupações dos habitantes sobre a dispersão de poeiras finas e as vibrações causadas por explosivos, assegurando metodologias seguras e ativando a rede permanente de monitorização da qualidade do ar, em articulação com a CCDR Alentejo”.
