Eleitos da CDU não vão participar nas eleições da CCDR Alentejo
Escrito por MarcoAbundancia em 07/01/2026
Os eleitos da CDU no Alentejo não vão participar nas eleições da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo(CCDRA), agendadas para 12 de Janeiro.
Segundo a Direção Regional do Alentejo do PCP, o decreto-Lei do Governo que altera a orgânica das CCDR – publicado em Diário da República na véspera de Natal, sem qualquer discussão pública nem consulta às autarquias locais – representa, “um passo mais na governamentalização das políticas regionais e no adiamento sine-die da Regionalização”, acusando o Governo e o PS desta decisão.
A Direção Regional do Alentejo do PCP afirma que estas alterações “acentuam ainda mais a farsa em que consistiu a propaganda em torno da “democratização das CCDR” tornando-as ainda mais um instrumento de centralização de poder de decisão sobre políticas regionais e atribuição de verbas, com um funcionamento opaco, desprovido de verdadeiros mecanismos de escrutínio”.
O PCP acusa PSD e PS de “terem negociado e acordado sozinhos estas alterações”, frisando que “mais grave é que tais negociações tenham sido acompanhadas de uma espécie de “tratado de Tordesilhas” negociado entre as direcções do PSD e do PS, com o envolvimento das suas estruturas e federações regionais, distribuindo entre si os cargos de Presidente e Vice-Presidentes das cinco CCDR existentes”.
O caso da CDDR do Alentejo, o PCP fala “numa candidatura única acordada entre PS e PSD e numa actuação das estruturas destes dois Partidos no Alentejo, que obstaculizou na prática o surgimento de candidaturas mais abrangentes e representativas”, apontando o “deplorável desrespeito pela região Alentejo, pelas suas instituições democráticas (desde logo as autarquias locais) e por diversas entidades, incluindo aquelas que compõem o Conselho Regional do Alentejo, dado que PS e PSD atrevem-se ao despautério de negociar e “indicar” o vice-presidente a ser eleito pelo Conselho Regional”.
Perante o processo “eleitoral” inaceitável sob diversos pontos de vista, o PCP, em articulação com os organismos competentes e com os eleitos autárquicos “não irão compactuar, e apelam a todos os democratas que não legitimem um processo eleitoral que é na prática uma encenação e um acto de desrespeito para com a Região, para com o Poder Local Democrático, e, por consequência, para com a democracia”.
As explicações foram deixadas à Rádio Vidigueira, por Ângelo Alves, responsável pela Direcção Regional do Alentejo do PCP, que deixa duras criticas a este processo eleitoral, que diz ser uma “encenação”.