Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo reuniu com autarcas de Beja, Alvito e Vendas Novas
Escrito por MarcoAbundancia em 10/08/2026
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo reuniu a semana passada com os Presidentes das Câmaras Municipais de Beja, Alvito e Vendas Novas.
O objetivo foi “dar a conhecer as principais preocupações dos utentes relativamente à situação atual da Linha do Alentejo e ao seu futuro”.
Segundo revelou a Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo em comunicado, foram igualmente solicitadas reuniões com a CP – Comboios de Portugal, a CCDR Alentejo e as Câmaras Municipais de Cuba e de Évora, de forma a alargar este processo de auscultação e de defesa das reivindicações dos utentes.
A Comissão aponta como principais problemas identificados, “o reduzido número de composições face ao aumento da procura provocado pela implementação do Passe Verde; as dificuldades na marcação obrigatória de lugares, que frequentemente esgotam em poucos minutos; os constantes atrasos, muitas vezes entre 45 minutos e uma hora e meia; a circulação de comboios Intercidades algumas vezes substituídos por material regional menos confortável e mais lento; e as automotoras que efetuam o percurso entre Beja e Casa Branca com ar condicionado avariado, mesmo durante os períodos de temperaturas superiores a 40 graus, colocando em causa o conforto, a segurança e a saúde dos passageiros”.
A Comissão recorda que “a defesa do transporte ferroviário é uma necessidade estratégica para o Alentejo(…) essencial para combater o isolamento da região, garantir mobilidade a quem não dispõe de transporte próprio, promover a coesão territorial, reduzir o impacto ambiental das deslocações e contribuir para o desenvolvimento económico e turístico”.
Sobre o projeto de modernização entre Casa Branca e Beja, a Comissão considera “positiva” mas “manifesta reservas quanto ao longo prazo previsto para a execução da obra, atualmente apontado para o período entre 2027 e 2033, bem como quanto ao histórico de sucessivos atrasos e promessas em projetos ferroviários”.
A Comissão de Utentes “considera que esta é uma reivindicação em defesa da qualidade de vida das populações, da coesão territorial e do desenvolvimento do Alentejo e da qual é obrigação do governo, mais do que promessas, de facto assumir verbas, meios e prazos para a resolução deste problema, sem deixar de fora alternativas para utentes deste meio de transporte durante a realização das obras”.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo “apela às populações para que se unam na luta pela resolução dos problemas identificados na Linha do Alentejo” e reivindica a “reposição da ligação ferroviária de passageiros entre Beja e a Funcheira, bem como a ligação da Linha do Alentejo ao Aeroporto de Beja, de forma a potenciar a interligação dos diferentes modos de transporte e a promover o desenvolvimento económico e social de toda a região”.
