STAL acusa EMAS de querer impor “serviços máximos” em greve ao trabalho de prevenção
Escrito por MarcoAbundancia em 30/03/2026
O STAL denunciou em comunicado, a tentativa da EMAS – Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja, de impor “serviços máximos” na greve ao trabalho em regime de prevenção.
O STAL decretou uma greve ao trabalho em regime de prevenção, abrangendo o trabalho extraordinário realizado ao abrigo deste regime e os períodos de prevenção escalados entre os períodos normais de trabalho, com início a partir desta segunda-feira, e até à revisão do regime de pagamento e actualização dos valores do trabalho prestado neste regime.
Segundo o STAL em comunicado, “por considerar que esta é uma greve ao trabalho extraordinário e aos períodos de espera definidos nas escalas de prevenção/disponibilidade (não abrangendo nem a generalidade dos trabalhadores, nem o período normal de trabalho diário), e que não está em causa a satisfação de necessidades sociais impreteríveis, o STAL, responsavelmente, não avançou com nenhuma proposta de serviços mínimos”.
“O que é inaceitável é o desejo da administração da EMAS de tentar impor “serviços máximos”, em claro desrespeito e negação do direito à greve, consagrado na Constituição”, acusa o STAL.
O STAL acusa a empresa municipal de quer “transformar o piquete em “serviços mínimos”, para tudo e mais alguma coisa, ou seja, manter os serviços normais, negando, na prática, a todos os trabalhadores “escalados” o exercício de um direito fundamental”.
Na base deste diferendo, está a proposta apresentada pelo STAL do pagamento, no mínimo, de 180 euros por mês, independentemente do número de escalas de prevenção em que os trabalhadores estejam integrados.
O STAL acusa a administração da EMAS, de recusar discutir estas reivindicações.
As explicações são de Vasco Santana, coordenador do STAL em Beja.