Mau tempo provoca prejuízos de mais de 38 milhões de euros no Baixo Alentejo

Escrito por em 05/03/2026

Os prejuízos provocados pelo mau tempo no Baixo Alentejo ascendem a quase 38 milhões de euros, de acordo com um levantamento que a CIMBAL já entregou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

Segundo o levantamento dos danos realizado pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que abrange 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja (a exceção é Odemira), o mau tempo provocou danos na ordem dos 37,9 milhões de euros na região.

“Fundamentalmente, as consequências registaram-se nos arruamentos dos espaços urbanos e, em muitos casos, nas estradas municipais”, disse hoje à agência Lusa o presidente da CIMBAL, António José Brito.

O também autarca em Castro Verde (PS) destacou, “por ser o mais grave e evidente, o problema registado no concelho de Mértola, onde o crescimento relevante do caudal do Rio Guadiana causou os maiores problemas e danos”.

“Só Mértola soma prejuízos que atingem perto de nove milhões de euros”, indicou o presidente da CIMBAL, considerando tratarem-se de “consequências muito relevantes, pela negativa, porque inesperadas”.

“E, para serem resolvidas, estando completamente foram do quadro orçamental das autarquias, precisam de apoios concretos e rápidos”, defendeu.

Por isso, o levantamento dos danos realizado pela CIMBAL foi entregue, na segunda-feira, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, “que está a coordenar este processo”, explicou António José Brito.

Nesse dia, acrescentou, houve também a possibilidade de reunir com o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, pelo que lhe foram transmitidas “as enormes dificuldades agora sentidas”.

“A nossa expectativa é que o Governo seja célere e capaz da dar respostas concretas, respostas a tempo e que permitam resolver estes danos com tão grande dimensão”, indicou.

Na opinião do autarca, “a agilidade nas análises e a rápida atribuição de verbas às câmaras municipais será fundamental” para resolver os problemas causados pelo mau tempo e, para tal, “o Governo não pode fugir às suas responsabilidades”.

“O PTRR — Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência é uma boa medida, que tem de passar do papel, e acreditamos que isso vai acontecer”, continuou António José Brito.

O presidente da CIMBAL vincou que “as câmaras municipais, sobretudo as que têm orçamentos curtos e muito comprometidos, se não tiverem apoio do Governo, a partir dessa ferramenta, ficarão reféns destes problemas, porque não terão capacidade de os resolver com a celeridade que se justifica”.

“Estamos confiantes que nenhum município vai ficar para trás, embora reconheçamos, obviamente, que há uns casos mais graves do que outros”, referiu.

 

Rádio Vidigueira/Lusa


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