Dorbe do PCP manifesta “preocupação e indignação” com constrangimentos na rede de urgência da ULSBA

Escrito por em 09/01/2026

A Direcção da Organização Regional de Beja do PCP “manifesta a sua profunda preocupação e indignação face aos novos constrangimentos e encerramentos na rede de urgência da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), em particular no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, que se verificaram no período de 4 a 6 de janeiro de 2026”.

Segundo a Dorbe do PCP em comunicado de imprensa, os “constrangimentos surgem num momento particularmente sensível, marcado pelo aumento sazonal da procura de cuidados de saúde durante o Inverno, e confirmam (…) a degradação continuada do Serviço Nacional de Saúde e a incapacidade do Governo para garantir o direito constitucional à proteção da saúde, especialmente nas regiões do interior como o distrito de Beja”.

O PCP recorda que “o Governo liderado por Luís Montenegro comprometeu-se, de forma clara, a apresentar um plano de emergência para o SNS nos primeiros 60 dias de governação, prometendo respostas imediatas para situações críticas, nomeadamente a redução do encerramento de urgências e a melhoria do acesso aos cuidados de saúde (…)o que se verifica é um profundo desfasamento entre o discurso e a realidade”.

A Dorbe do PCP frisa que, a situação no distrito de Beja “evidencia o falhanço dessas medidas” com as populações a continuarem “confrontadas com urgências encerradas ou condicionadas, ausência de respostas hospitalares e degradação dos cuidados prestados, demonstrando que a chamada “emergência” não passou de propaganda e que não houve qualquer reforço estrutural do Serviço Nacional de Saúde”.

O PCP “considera inaceitável que, perante o encerramento ou limitação das urgências hospitalares, se transfira para os cuidados de saúde primários, eles próprios carentes de meios e profissionais, a responsabilidade de dar resposta a situações urgentes”.

Para os comunistas, a “reiterada recomendação para que a população ligue para o SNS 24 ou recorra aos centros de saúde não substitui a necessidade de serviços hospitalares plenamente funcionais”.

A Direcção da Organização Regional de Beja do PCP “reafirma que a solução passa pelo reforço urgente do SNS, com a contratação e valorização dos profissionais de saúde, a reabertura e funcionamento pleno das urgências, e o investimento sério na capacidade instalada do Hospital José Joaquim Fernandes”.


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