Barragem do Roxo iniciou descargas esta sexta-feira

Escrito por em 06/02/2026

A barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, atingiu a sua cota máxima e já está a descarregar água para uma ribeira que desagua no Rio Sado, confirmou hoje o presidente da associação gestora do empreendimento.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Beneficiários do Roxo (ABR), António Parreira, indicou que a água está a ser libertada através do descarregador de superfície, instalado cerca da cota 136, uma vez que esta barragem do distrito de Beja “está a 100%” da sua capacidade.

“Está a descarregar pelo descarregador de superfície, situação que estávamos com grande receio, porque já estamos com cheias muito grandes a jusante da barragem”, frisou.

Segundo o presidente da ABR, não foram utilizados os descarregadores de fundo da barragem, inaugurada em 1967 e que serve o Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo, por problemas verificados numa válvula de uma das comportas.

“É um problema que temos que resolver quando a água baixar, lá para o final do verão”, reconheceu António Parreira.

Questionado pela Lusa sobre os efeitos da forte precipitação registada nas últimas semanas nos campos servidos pelo aproveitamento hidroagrícola, o dirigente assegurou que “todos os terrenos que estão junto à barragem e à ribeira estão alagados”.

“E os cereais que estiverem juntos à ribeira já morreram todos”, acrescentou.

O presidente da ABR criticou ainda a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de realizar descargas na barragem de Alvito, no concelho de Cuba, no mesmo distrito, cuja água acabou por chegar ao Roxo.

“Nessa altura, chamámos a atenção da APA de que o Roxo, mais dia menos dia, ia encher e provocar aqui uma pressão grande na ribeira e nas estradas, que foi o que aconteceu”, frisou”.

António Parreira aludiu ainda à necessidade de se realizar uma limpeza da ribeira do Roxo, que a ABR solicitou anteriormente à APA.

“Limparam um bocadinho, mas pouco adiantou. E agora a APA diz que quem tem de limpar a ribeira são os agricultores”, criticou o presidente da associação, insistindo que “a ribeira tem de ser limpa, porque isto é um perigo para populações”.

 

Rádio Vidigueira/Lusa


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